Atenção: Esse guia destina-se aos futuros intercambistas e contém informações básicas e necessárias desde a pesquisa até o embarque. Isso não é um documento oficial das agências ou sponsors. Esse FAQ reúne informações vindas de diversas fontes que já participaram de temporadas anteriores do programa, ninguém se responsabiliza pelas informações disponibilizadas aqui.

Na próxima semana iremos divulgar o passo 2: formulários e orientação para visto J1.

Caso queira informações oficiais, procure uma das agências listadas. Mas lembre-se, não acreditem em tudo que as agências falam, pois o objetivo deles sempre é vender, questione os ex-participantes também.

Nós não oferecemos assessoria e nem respondemos perguntas sobre este programa.

 

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Fase 1: pesquisa

1. O que é Work and Travel?

É um intercâmbio de trabalho nos Estados Unidos, regulamentado pelo governo norte-americano, durante as férias universitárias, para jovens estudantes.

2. Quais os pré-requisitos?

● Ter entre 18 e 28 anos, inglês intermediário (ou o famoso saber se comunicar rsrsrs).

● Ser universitário regularmente matriculado em curso superior entre o segundo semestre até o último período acadêmico (a agência Travelmate aceita quem está na pós-graduação também).

● Disponibilidade financeira para custear o programa, as passagens de ida e volta e o visto.

● E o mais importante: não ligar de trabalhar.

3. Quanto tempo dura o intercâmbio?

De 3 a 4 meses (estabelecido pelo empregador) com início entre novembro e dezembro e com término até no máximo 15 de março. Você escolhe o período de embarque e volta e ainda tem direito ao “Grace Period” de 30 dias para viajar pelos Estados Unidos após o término do contrato com o empregador.

4. Com o que eu posso trabalhar?

Como regra do governo americano, para todos os estudantes de todos os países, as funções disponíveis são básicas e operacionais, tais como atendente, cozinheiro, caixa, camareiro, recepcionista, assistente de cozinha, instrutor de esqui/snowboard, lift checker, garçom, hostess, entre outras.

As posições de trabalho não precisam ser relacionadas à área de formação do estudante.

5. Qual o salário?

A média salarial durante o programa fica entre US$8 a US$15 por hora, variando conforme empregador e função. Além do salário fixo, algumas funções oferecem gorjeta (tips) e esses detalhes podem ser vistos na hora da escolha de vagas. Note que cerca de 10% do salário será deduzido (referente a taxas e impostos). Ao chegar no Brasil, você pode requerer parte desta dedução de volta.

6. Preciso contratar uma agência brasileira?

Sim, é obrigatório e existem duas modalidades nas agências. A modalidade Independent (self placement) é mais barata e você é responsável por buscar uma vaga por conta própria direto com o empregador, normalmente os participantes que vão pela segunda vez optam por essa pois já tem o empregador. Já na modalidade Premium a agência te passa uma lista com os empregadores e vagas que o sponsor possui na temporada e você escolhe o que mais agradar.

Observação : na modalidade Independent, alguns sponsors só aceitam estudantes que já fizeram o programa e alguns empregadores só contratam se você já trabalhou com eles antes.

7. Quais agências fazem o programa?

As mais famosas são STB, Travelmate, IE, Intercultural, CI, Fit e GX. Porém várias agências pequenas também tem.

8. E a GEC?

A GEC não é classificada como agência no Brasil, eles são um sponsor com uma representante aqui (que você entra em contato somente por e-mail).

9. O que é sponsor?

Sponsors são organizações americanas que têm permissão do Departamento de Estado Americano para a emissão do documento DS-2019 (necessário para requisição do visto). O sponsor é sua “agência” no exterior, depois de chegar nos EUA qualquer problema vai ser resolvido com ele.

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10. O visto para o programa é o de turista americano (B1/B2)?

Não, é o Visto J1. Para ter esse visto você precisa ter o DS-2019 que o sponsor envia (por volta de outubro ou novembro) depois de você assinar a job offer.

11. Quantas horas em média vou trabalhar?

Varia de acordo com a necessidade do empregador e sua job offer vai especificar o mínimo de horas semanais que eles te darão. São comuns semanas com 20 a 40 horas de trabalho, mas é possível ter menos ou mais horas dependendo da demanda do local. Em alguns casos, existe a possibilidade de horas extras, mas as condições serão combinadas exclusivamente entre participante e empregador.

Alguns empregadores também permitem que você tenha um segundo emprego (2 nd job).

Procure relatos de quem já foi pra esse empregador nesse documento .

12. Qual é o melhor lugar para fazer o programa?

Depende da sua prioridade. Frio ou muito frio, cidade grande ou cidade afastada, etc.

13. Vou conseguir me sustentar?

Muito provavelmente sim. Para fazer a escolha da melhor vaga, estude as horas permitidas, valor da hora trabalhada, valor do housing e trace uma ideia do custo de vida (de acordo com os relatos, dá pra ter uma noção se a cidade possui custo de vida baixo ou alto).

14. Tem problema ir sendo este meu último semestre?

Não. No mês do embarque você precisa ter terminado entre o segundo semestre e o último.

15. Qual a melhor agência?

A que seu bolso gostar mais. Pesquise de acordo com os empregadores que mais te agradam (às vezes o mesmo empregador está ofertado em mais de uma agência/sponsor), pois no final as agências são todas iguais, só muda preço e vagas ofertadas.

Exemplo de valores (em dólar) temporada 2019/2020:

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Fase 2: fechando o programa

  • Quanto dinheiro eu vou juntar?

Isso é muito relativo. Conforme relatos, dá pra pagar o programa e viajar e/ou fazer compras. Porém, tudo depende da sua vontade de trabalhar. Quem trabalha muito, ganha muito.

Segue planilha para planejamento da recuperação de gastos . Leve em consideração valor da sua hora, do seu housing e a taxa de imposto do estado que você escolheu.

  • Vou conseguir um 2 nd job?

Depende da sua vontade, disponibilidade, de ter outro empregador que te contrate na região e do sponsor autorizar.

  • Como conseguir 2nd job se minha escala muda toda semana?

Os negócios locais que contratam J1 normalmente estão acostumados com isso e vão planejar a sua escala lá de acordo com a do job principal.

  • Preciso pedir autorização para o sponsor?

Vai de você arriscar ou não. Para mais informações, pergunte para algum ex participante que já foi para o mesmo sponsor e teve um second job.

  • Extra: Entrevista com o empregador

Abaixo listamos as perguntas mais comuns que os empregadores fazem na entrevista para a vaga.

Lembre-se: só responda aquilo que for perguntado, direto e sem incluir detalhes desnecessários. A entrevista é mais para que o empregador te conheça e você possa tirar as dúvidas quanto ao local, vaga ou housing.

● Já foi pros EUA?

● Pretende viajar no GP? Pra onde?

● Fale um pouco sobre o que você entendeu da função que escolheu para trabalhar

● Tem alguma experiência na área?

● Estuda o que na universidade?

● Por que você escolheu esse resort/hotel?

● Como você vai lidar com o frio?

● Tem problemas em dividir casa com mais pessoas?

● A partir de quando estará disponível para chegar?

Fase 3: emprego escolhido

1. Tenho que pagar a taxa sevis? Quanto é?

35 dólares. Verifique no seu contrato ou com seu agente se esse valor já está incluído na taxa da agência.

Normalmente STB e IE já incluem, Travelmate e Intercultural não.

2. Tenho que pagar seguro além do que o sponsor me deu?

Risco pessoal. Alguns seguros de sponsors não incluem acidentes com esporte de neve, o que é comum.

Além disso, a franquia não é muito alta e uma internação em hospital americano é muito cara. Existem participantes que foram só com o seguro do sponsor e não passaram por nenhum problema, e existem os que se machucaram ou passaram mal por problemas imprevisíveis.

3. Onde irei morar?

A maioria dos empregadores oferecem acomodação ( housing ) para os funcionários, que pagam aluguel.

Alguns também oferecem a acomodação de graça ( esses detalhes serão informados na oferta de trabalho ).

Caso não ofereça housing, é responsabilidade do participante providenciar o lugar onde irá morar durante o programa (o empregador ou a organização americana poderão indicar uma acomodação mais conveniente na região). Considere um mínimo de US$400 por mês. Em muitos casos você poderá dividir o quarto com colegas.

4. Como conseguir um housing?

Procure por grupos no facebook da região onde irá trabalhar, converse com participantes que já trabalharam lá em temporadas passadas e peça indicação de locais para o empregador.

5. Como conseguir um 2nd job?

Passe nos estabelecimentos (lojas, restaurantes, supermercados) da sua cidade e explique que você é um J1 e que gostaria de trabalhar com eles. Normalmente não pedem currículo, eles têm um formulário que você preenche com dados básicos de contato.

Fase 4: passagens

1. Devo esperar sair o visto para comprar as passagens?

Risco pessoal. Se você esperar, vai pagar muito mais caro na passagem porque a data de embarque estará bem próxima. Se não esperar e o visto for reprovado, vai ter um prejuízo. Se não esperar e o visto for aprovado, ficará muito feliz e menos pobre.

2. Tenho que comprar passagem de ida e volta? Posso ser questionado na imigração?

Risco pessoal. Normalmente comprar passagem de ida e volta sai mais barato economicamente. Mas se por algum motivo não quiser, não souber que dia vai voltar, por qual cidade quer voltar… existe a opção de não comprar a volta também.

Assim como na entrevista pro visto, a imigração não tem um padrão. Normalmente eles não pedem passagem de volta, mas tudo pode acontecer.

3. Os sites Viajanet, Decolar.com, Maxmilhas, Skyscanner são confiáveis?

Sim, são os mais usados pelos participantes.

4. Devo me atentar a algo em relação às passagens?

Sim, observe se as bagagens estão incluídas no preço da passagem e as escalas do seu vôo – se parar no Panamá, por exemplo, precisará da carteira de vacinação.

Fase 5: visto

1. Preciso pagar pela assistência ao visto?

Vai da sua escolha. É opcional e talvez um dinheiro gasto desnecessariamente tendo em vista que a assessoria não garante que seu visto seja aprovado. Acesse o documento de Orientação para o Visto Formulário do DS160 Traduzido que auxiliam na solicitação do visto.

2. Corro o risco de ter o visto reprovado?

Sim. A entrevista do visto é imprevisível. A grande maioria dos vistos são aprovados sem grandes problemas, mas risco sempre tem. Esteja preparado para a entrevista e confiante.

3. Tenho/não tenho o visto de turista. Influencia em algo?

Não. São entrevistas e objetivos diferentes.

4. A entrevista é em inglês?

Depende do agente consular. Normalmente sim, pois eles gostam de averiguar se você está apto para a vaga.

5. Eu que paguei pelo meu programa. Tem problema colocar isso no formulário?

É recomendável que você coloque que recebeu ajuda de alguém, como seus pais por exemplo. Porque se qualquer coisa acontecer enquanto você estiver lá, o consulado gosta de garantir que você tem meios de arcar com essas despesas não planejadas.

Lembre-se de levar documentos que comprovem a renda da pessoa que você colocar, seja você ou outrem.

Exemplo: imposto de renda, extrato bancário.

6. Quais documentos levar para a entrevista?

Além dos documentos obrigatórios, leve tudo que você colocar no formulário online (DS 160) e for possível comprovar.

Exemplo: colocou que mora na rua X, leva o comprovante de residência

7. Tenho que levar calendário acadêmico/comprovante de férias?

Risco pessoal. O cônsul pode ou não pedir, pois a entrevista não segue um padrão. Caso a sua faculdade disponibilize facilmente, leve só para evitar maiores problemas. Caso não disponibilize ou não bata com as datas do seu programa, reze para que não peçam e ao ser questionadx sobre as férias, responda com firmeza.

8. O formulário pergunta data de ida e volta. Então, no dia da entrevista eu já preciso ter comprado as passagens?

Não. Até porque se o seu visto for negado, não adianta ter as passagens né? O formulário pergunta apenas para ter uma ideia do seu planejamento, de quanto tempo ficará no país.

9. Se eu ainda não possuo visto de turista posso solicitar junto ao J1?

Sim! Ao final da sua entrevista para o J1 fale para o cônsul que você gostaria de solicitar o visto de turista também. Você precisará pagar a taxa a vista na hora.

Extra: perguntas da entrevista pro visto

Abaixo listamos as perguntas mais comuns que os agentes consulares fazem na entrevista para o visto.

Lembre-se: só responda aquilo que for perguntado, direto e sem incluir detalhes desnecessários.

● Fala inglês? ● Estará de férias durante esse período?

● Quem pagou pelo seu programa? ● Qual função irá exercer?

Fase 6: pré embarque

  • Quanto eu devo levar para me sustentar nas primeiras semanas?

Muito relativo também. Vai da sua alimentação, das condições do seu housing no quesito utensílios e  quanto tempo o seu empregador vai demorar para te pagar. De 200 a 500 dólares é suficiente caso você não tenha que levar o valor do depósito de segurança do seu housing (essa informação estará disponível na sua job offer)

  • Roupa de frio: compro aqui ou lá?

Risco pessoal. Depende de quanto você está disposto a gastar. Aqui as roupas são caras e podem não b“funcionar” com o frio de lá. Ao mesmo tempo, você pode não aguentar os primeiros dias lá sem uma roupa apropriada até conseguir comprar.

Dica se optar por comprar lá: leve o máximo de agasalho daqui e vista um por cima do outro.

  • Quais são as roupas apropriadas para o frio?

De acordo com os outros participantes, roupas térmicas são as peças chaves. Você pode comprar na Decathlon no BR, ou nos EUA mesmo, no Walmart. Já na parte de sapatos, opte por botas ou tênis impermeáveis.

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