A nova etapa da Lava Jato apura os pagamentos de propina da Odebrecht para o esquema de Lula.

A 64ª Operação da Lava Jato, de nome Pentiti, mirou cinco pessoas em 12 mandados de busca a apreensão, expedidos pela juíza Gabriela Hardt.

Veja quem são:

1- André Esteves, presidente do BTG Pactual, é investigado por duas frentes: pagar propina para a campanha presidencial de Dilma para ter vantagem na exploração do pré-sal e consolidar o relacionamento de seu grupo econômico com o PT; e por ter sido favorecido na compra de ativos da Petrobras na África pelo subfaturamento na venda.

2- Graça Foster, ex-presidente da Petrobras, é investigada por direcionar eventuais cobranças por recursos das empresas contratadas para os interesses do PT. A venda de ativos da Petrobras na África para o BTG pactual é o principal objeto de apuração do MPF e da PF.

3- José Roberto Batochio, advogado e ex-deputado federal, é investigado por receber propina da Odebrecht no valor de R$ 1 milhão. Seu nome estava na planilha “Italiano” da empreiteira, e há a suspeita de que haja relação com a “conta corrente geral de propinas” mantidas pela Odebrecht com o PT.

4- Branislav Kontic, aliado de Antonio Palocci, é investigado por assessorar o ex-ministro e delator na interlocução de assuntos ilícitos junto a Marcelo Odebrecht.

5- Maurício Ferro, ex-diretor jurídico da Odebrecht, é investigado por “coordenar e concentrar em si todas as ações relativas as tratativas para impedir o avanço das investigações da Operação Lava Jato” a pedido de Marcelo Odebrecht, seu cunhado.

Leia a nota:

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (23/08), a 64ª fase da Operação Lava Jato, denominada Pentiti com o objetivo de apurar crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais relacionadas a recursos contabilizados em planilha denominada “Programa Especial Italiano” gerida por grande empreiteira nacional.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ. As medidas cautelares foram autorizadas pela 13ª. Vara Federal de Curitiba/PR.

A investigação é complexa e trata de fatos abordados em diferentes inquéritos policiais, tendo sido impulsionada por acordo de colaboração premiada celebrado entre a Polícia Federal e ex-Ministro de Estado investigado.

Além da identificação de beneficiários da planilha “Programa Especial Italiano” e do modus operandi de entregas de valores ilícitos a autoridades, também é objeto desta fase esclarecer a existência de corrupção envolvendo instituição financeira nacional e estatal petrolífera na exploração do pré-sal e em projeto de desinvestimento de ativos no continente africano – conduta que pode ter lesado os cofres públicos em pelo menos um bilhão e meio de dólares, que equivalem hoje a aproximadamente 6 bilhões de reais.

O nome da operação significa “arrependidos” e faz referência a termo empregado na Itália para designar pessoas que integraram organizações criminosas e, após suas prisões, decidiram se arrepender e colaborar com as autoridades para o avanço das investigações.

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