Acordo de Confidencialidade entre Faculdade de Medicina da USP e SINOVAC.

A parceria entre o Instituto Butantan e a empresa biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech para a realização de testes de uma vacina candidata contra a Covid-19, anunciada na última quinta-feira pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi alvo de críticas nas redes sociais.

O governador paulista disse que esse escritório está analisando 36 projetos de desenvolvimento para São Paulo, sendo 12 ligados ao setor agropecuário. Ainda como fruto de sua missão oficial à China, em agosto, Doria disse que o governo estadual captou um total de US$ 20,48 bilhões de investimentos para o Estado, “além dos projetos do escritório de Xangai”. “Apenas dois grandes investimentos, provenientes do China Investment Bank, que é o BNDES deles, e o New China Investment Bank, representam US$ 20 bilhões para financiar programas de desestatização em São Paulo.”

Dentre esses programas e que beneficiam diretamente o setor agropecuário paulista, Doria citou investimentos em rodovias, na Hidrovia Tietê-Paraná, uma nova malha ferroviária no Estado e 28 aeroportos regionais, além de saneamento básico e tecnologia. “Tudo isso num prazo de quatro anos, tudo financiado pela China.” Ele citou, também, mais US$ 4,8 bilhões em investimentos nos setores automobilístico, da indústria de transformação, no agronegócio, em saúde, tecnologia e educação.

Governo de SP pede ação contra fake news e menos politização com vacina.

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“O Instituto Butantan, com esta parceria, coloca o estado de São Paulo, coloca o Brasil na vanguarda da possibilidade de protegermos a população com a vacina. Eu só espero que, dentro desse processo de polarização que a gente convive diariamente, não se crie agora um movimento contra a vacina”, disse o médico.

Nas redes sociais, apoiadores de Bolsonaro atacam parceria entre Instituto Butantan e China para teste de vacina contra a Covid-19

Deputados criticam acordo

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) falou em “guerra” a ser enfrentada pela base bolsonarista e insinuou que a vacina faz parte de um projeto presidencial de João Doria, que se distanciou de Bolsonaro após a posse, em janeiro de 2019, e assumiu um discurso de oposição contundente desde a chegada do Covid-19 ao país.

“O partido comunista chinês junto com João Doria, começa a campanha presidencial de 2022 com a vacina contra o COVID-1 (sic). Os comunistas avançam de forma ostensiva contra os patriotas e o presidente Bolsonaro. Acreditem, a guerra que enfrentaremos será dantesca”, escreveu Silveira, que ganhou notoriedade na campanha de 2018 por quebrar uma placa que homenageava a vereadora assassinada Marielle Franco.

Outra integrante da bancada bolsonarista no Congresso, Major Fabiana (PSL-RJ) preferiu publicar uma enquete na qual usuários da rede social poderiam opinar se tomariam ou não a vacina que será testada em São Paulo. Até a conclusão deste texto, 92% manifestaram que não se imunizariam.

Houve também reações entre parlamentares da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Valéria Bolsonaro (PSL), que guarda parentesco distante com o presidente, também levantou suspeitas infundadas na rede social.

Até mesmo Janaina Paschoal (PSL), que recentemente se distanciou do presidente Jair Bolsonaro e chegou a sugerir sua renúncia pela condução da crise na coronavírus, se mostrou desconfiada. Embora não tenha sugerido que a população não deve se imunizar, a deputada estadual disse que o Brasil “não quer ser cobaia” e questionou por que os testes não serão feitos na China.

O questionamento, no entanto, vai contra preceitos científicos. O Brasil também será campo de testes para outra vacina candidata contra a Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) em parceria com a empresa farmacêutica AstraZeneca. O fato do Brasil ter a maior taxa de contágio pelo coronavírus no mundo torna o país um ambiente fértil para o teste de vacinas, segundo a colunista do GLOBO, presidente do Instituto Questão de Ciência e pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), Natalia Pasternak,

“A situação do Brasil é adequada para esse estudo de campo, que precisa expor as pessoas à contaminação. A ideia é simples: você divide os voluntários em dois grupos: um receberá a vacina e o outro, um placebo. Espera-se que o grupo que recebeu a vacina fique imune. O Brasil é, neste momento, o local ideal por razões muito tristes, É uma contradição, mas é assim que funciona”, explicou a pesquisadora da USP ao GLOBO na ocasião do anúncio dos testes da vacina de Oxford no país.

Influenciadores digitais conhecidos no campo bolsonarista também atacaram a parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês. Sites de conteúdos pró-governo também reproduziram críticas ao acordo entre o Instituto Butantan e a Sinovac Biotech. Um deles reproduziu uma montagem do governador Doria diante de uma bandeira chinesa.

Procurado, o Instituto Butantan informou que não se pronunciará. O governo de São Paulo não retornou o contato da reportagem até o fechamento deste texto.

2 comentários sobre “Acordo de Confidencialidade entre Faculdade de Medicina da USP e SINOVAC.”

  1. Quem souber mecresoobda por favor… O por que um general do exército (Santos Cruz) estaca fazendo uma live ontem com Marina, Luciano Huck, Alessandro Molon?

  2. PRESIDENTE!!!!
    DÁ UM JEITO DE QUEBRAR ESTA TAL DE CONFIDENCIALIDADE…, POIS, QUANDO ACORDARMOS, O BOSTA DO DÓRIA TERÁ VENDIDO SÃO PAULO AOS CHINESES, PELO PREÇO DE COISA QUE NÃO EXISTE…, ELE SÓ QUER FAZER PROPAGANDA DE ALGO QUE NÃO EXISTE!!!

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