Spotify analisará se “recorde” de Anitta foi ou não manipulado.

O número 1 alcançado por Anitta passará por uma avaliação do Spotify, assim como ocorre em todos os casos que chegam ao topo na plataforma de música. Por isso, o esquema de “Envolver”, revelado por Tilt ontem, estará sob julgamento e, se considerado injusto, pode render punição à artista.

Vale ressaltar que em grandes sucessos como o de Anitta, Spotify chega a desembolsar para artistas cifras que superam US$ 150 mil (R$ 750 mil).

Suspeita desde o exterior

Como divulgou ontem Tilt, com base em dados do “Rest of World” (publicação sobre tecnologia sem fins lucrativos), há indícios de que fãs da cantora tenham utilizado métodos “heterodoxos” (para dizer o mínimo) para impulsionar o lançamento de “Envolver”.

Entre as ações dos fãs de Anitta sob suspeita estão manipulação do algoritmo de resultados do streaming, com a divulgação de métodos e uso de redes VPN para reproduzir as músicas várias vezes com novos IPs (burla o protocolo-raiz, que permite identificar um equipamento com acesso à internet); e também o possível uso de “robôs” (bots) para reproduzirem a música indefinidamente.

Há várias postagens em redes sociais entre os séquitos de Anitta no Brasil nesse sentido.

O mais grave, no entanto, é que a própria cantora participou ativamente nas redes para estimular o “engajamento”, o aumento do número de audições e até mesmo a manipulação do algoritmo.

Só no Instagram a cantora tem 64 milhões de seguidores. No Twitter e no Facebook, quase 16,5 milhões em cada.

Como informou o “Olhar Digital”, um perfil oficial de Anitta retuitou uma internauta em 14 de março passado, orientando que, para aumentar a popularidade da cantora, era preciso montar “playlists” com sua música e sempre lembrar de “usar contas diferentes no Spotify”, além de “lembrar de trocar de contas”.

https://www.uol.com.br/splash/noticias/ooops/2022/04/13/spotify-diz-poder-identificar-se-houve-fraude-em-recorde-de-anitta.amp.htm