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Entre 12 e 15 de julho, antes do recesso parlamentar, o projeto de lei de privatização da estatal deve ser votado na Câmara dos Deputados. A proposta cria a Anacom (Agência Nacional de Comunicações), que deverá substituir a atual Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

A nova agência irá regular os serviços do Sistema Nacional de Serviços Postais, abarcando todas as atividades no Brasil. Ainda não há valor previsto para a privatização e, segundo o secretário, a intenção é publicar o edital ainda em 2021, provavelmente no mês de dezembro.

Desde março, quando o Governo Federal colocou a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), a Eletrobrás e a TV pública no Programa Nacional de Desestatização (PND), o processo de privatização dos Correios vinha avançando a passos largos.

Os estudos oficiais anunciados pelo presidente Jair Bolsonaro tiveram como resultado preliminar que a desestatização da empresa seria total. Esperava-se que tais exames ficassem totalmente prontos até setembro deste ano, permitindo que os Correios fossem privatizados no final deste ano ou no início de 2022.

Agora, o modelo de privatização dos Correios foi realmente definido: o Governo quer se desfazer de 100% do capital da estatal. A informação foi confirmada pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, em entrevista ao jornal O Globo.

Segundo Cord, espera-se vender o controle dos Correios de forma integral, num leilão tradicional, “com abertura de envelopes”. O comprador levará ativos e passivos da companhia.